Escutando a Terra: por uma ética das ecologias relacionais, oralidades, subjetividades e florestanias
Cartografia; práticas de cuidado; produção de subjetividade
Estas escritas rizomáticas percorrem territórios político-existenciais em estado de escuta, partindo dos meios em que há mais linhas para se caminhar, mesmo diante do Antropoceno. As escutas da Terra acontecem ao longo das trilhas de pesquisa, fazendo-se no encontro com outros corpos, outras vidas, outras gentes — humanas e não humanas —, produzindo novas pistas para adiar o fim do mundo (Krenak, 2020). Plantam-se cantigas de cuidado em canteiros de experimentação, fiando o tempo entre escritas que comportam imagens, poemas e ensaios nesta intensa experiência de cartografar e narrar o que se vive enquanto se pesquisa. Uma escrita que respira as florestanias, atravessa as serras no interior de Minas Gerais, colhe ervas junto aos usuários do CAPS AD e se dedica às práticas de cuidado ecológicas em composição com a Terra. Tece fios com as memórias orais e pelas transmissões de orelha do raizeiro, convidando a experimentar psicologias e formas de cuidar que se dão num plano sensível, transdisciplinar e antimanicolonial, na direção de novos cultivos possíveis em que a saúde se faz junto aos bons encontros que fazemos enquanto caminhamos.