Desenvolvimento de dispositivos eletroquímicos impressos em 3D para a detecção eletroquímica de biomarcadores cardíacos
Eletrodo impresso; modelagem por deposição fundida; filamento condutor; imunossensor; troponina I
A manufatura aditiva, particularmente a modelagem por deposição fundida (FDM), apresenta potencial para a fabricação de sensores eletroquímicos. Neste trabalho, foram desenvolvidos eletrodos 3D utilizando filamento comercial de PLA/CB, avaliando-se parâmetros de impressão e tratamentos de superfície para aprimorar o desempenho eletroquímico. A caracterização foi realizada por espectroscopia de impedância eletroquímica e por voltametria cíclica, utilizando o par ferricianeto/ferrocianeto. A temperatura de extrusão de 220 °C, altura de camada de 0,16 mm, velocidade de 20 mm s⁻¹, quatro camadas e trilha condutora de 15 mm proporcionaram melhor resposta eletroquímica e maior reprodutibilidade. O polimento mecânico, seguido de tratamento com NaOH e ativação eletroquímica, reduziu progressivamente a resistência de transferência de carga, atingindo 0,11 kΩ cm², e aumentou a área eletroativa. As caracterizações por espectroscopia Raman e microscopia eletrônica de varredura corroboraram a exposição progressiva da fase carbonácea após os tratamentos. No desenvolvimento do imunossensor, foram avaliadas diferentes estratégias de imobilização, que apresentaram resultados significativos, permitindo identificar a condição de melhor desempenho. A configuração 3D/AuNP/L-cis/EDC:NHS/Ab/BSA/Ag apresentou o maior incremento de Rct após a ligação do antígeno (ΔRct = 0,151 ± 0,018 kΩ cm²). Portanto, os resultados obtidos demonstraram que a otimização do processo de fabricação e da biofuncionalização dos eletrodos impressos em 3D possibilita a obtenção de uma plataforma promissora para aplicações em eletroanálise.