Propagandas Eleitorais e Disputa Simbólica nos Plebiscitos do Processo Constituinte Chileno (2019-2023)
Chile, estallido, constituição.
O trabalho analisa o contexto político e social que levou ao processo constituinte chileno iniciado após o estallido social de 2019. As manifestações, inicialmente motivadas pelo aumento da tarifa do metrô de Santiago, rapidamente passaram a expressar insatisfações mais amplas relacionadas à crise de representação política, à permanência da Constituição herdada da ditadura de Augusto Pinochet e aos efeitos do modelo econômico e social chileno. Entre as principais reivindicações estavam as críticas aos sistemas de previdência, saúde e educação, à privatização de serviços essenciais e às limitações da atuação estatal na garantia de direitos sociais. Nesse contexto, a elaboração de uma nova Constituição tornou-se uma das principais demandas das mobilizações. A partir desse processo, a pesquisa intitulada “Propagandas Eleitorais e Disputa Simbólica nos Plebiscitos do Processo Constituinte Chileno (2019-2023)” investiga as disputas políticas e simbólicas presentes nas campanhas dos plebiscitos realizados ao longo do processo constituinte, buscando compreender como diferentes projetos de sociedade e interpretações sobre a crise chilena foram mobilizados no debate público.