O CORPO QUE DANÇA NA VELHICE: UMA VIVÊNCIA ESTÉTICA
Dança; Vivência estética; Sociopoética; Envelhecimento Ativo; Qualidade de vida.
O acelerado envelhecimento da população brasileira, que alcançou no Censo do IBGE de 2022 uma alta de 57,4% desde 2010, interroga a educação tornando importante criar acesso a vivências estéticas (Zucco, 2023) que possam promover a consciência crítica na velhice, por ser uma fase frequentemente afetada por perdas naturais e por preconceitos estigmatizantes como o idadismo. Assim, esta pesquisa tem como objetivo geral potencializar a percepção de pessoas idosas acerca de seus corpos em movimento, tendo como objetivos específicos: reunir impressões acerca de vivências estéticas na dança e desmistificar o acesso das pessoas idosas às artes. A metodologia envolve a pesquisa-ação e a sociopoética, tendo como principais bases teóricas Paulo Freire, Rudolf Laban e Jacques Gauthier. O procedimento prevê o levantamento do perfil de idosas participantes, com a realização de entrevistas, rodas de conversas, criações e reflexões feitas através de práticas educativas de acolhimento, experimentação e a atuação das participantes e por meio de experiências com a dança contemporânea inspirada em culturas de matrizes africanas. Os resultadosesperados apontam para uma possível pedagogia do corpo consciente, sugerida a partir de vivências estéticas com a dança, que pode potencializar o envelhecimento ativo e a qualidade de vida na velhice.