Banca de DEFESA: CHRISTIANE FÁTIMA OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CHRISTIANE FÁTIMA OLIVEIRA
DATA : 24/02/2026
HORA: 08:30
LOCAL: Campus Centro Oeste Dona Lindu
TÍTULO:

ANÁLISE CLÍNICA E MICROBIOLÓGICA DA AÇÃO FARMACOLÓGICA DA PRÓPOLIS NAS DOENÇAS PERIODONTAIS


PALAVRAS-CHAVES:

Própolis; Doenças periodontais; Clorexidina; Biofilme oral; Comorbidades sistêmicas.


PÁGINAS: 83
RESUMO:

A periodontite é uma doença inflamatória crônica multifatorial, associada à disbiose do biofilme subgengival e a uma resposta imune exacerbada do hospedeiro, podendo ser agravada por comorbidades sistêmicas, como o Diabetes Mellitus. A clorexidina é amplamente utilizada no controle químico do biofilme, porém seu uso prolongado está relacionado a efeitos adversos e à adaptação microbiana. Nesse contexto, a própolis tem emergido como uma alternativa terapêutica promissora devido às suas propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e imunomoduladoras. Esta tese foi estruturada em três capítulos. O primeiro apresenta uma revisão sistemática com metanálise que avaliou a eficácia e a segurança da própolis no tratamento das doenças periodontais. Os resultados demonstraram benefícios clínicos e microbiológicos relevantes, embora limitados pela heterogeneidade metodológica e pela ausência de padronização dos extratos utilizados. O segundo capítulo consiste em um relato de caso clínico envolvendo um paciente com carcinoma espinocelular oral, no qual a própolis verde foi utilizada como terapia adjuvante. Foram observados melhora clínica, adequada cicatrização tecidual, boa tolerabilidade e sinais de benefício histológico, sem substituição das terapias oncológicas convencionais. O terceiro capítulo descreve um estudo clínico longitudinal que avaliou os efeitos da própolis aquosa, da clorexidina a 0,12% sem álcool e da associação de ambos em pacientes com periodontite e comorbidades sistêmicas, com ênfase em diabéticos. Os resultados indicaram redução média da carga microbiológica subgengival de 35,5% com própolis isolada, 53,5% com clorexidina e superior a 70% com a associação, acompanhada de melhora clínica consistente e boa tolerabilidade. Conclui-se que a associação própolis–clorexidina representa uma alternativa terapêutica segura e eficaz no manejo das doenças periodontais, especialmente em pacientes com condições sistêmicas complexas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1908201 - JOAQUIM MAURICIO DUARTE ALMEIDA
Externa ao Programa - 1581671 - MAGNA CRISTINA DE PAIVA
Externa à Instituição - MARNA ELIANA SAKALEM - UEL
Externo à Instituição - MARCO AURÉLIO BENINI PASCHOAL - UFMG
Externo à Instituição - CARLOS HENRIQUE GOMES MARTINS - UFU
Externa à Instituição - CAMILA SALVADOR SESTARIO - UEL
Notícia cadastrada em: 09/02/2026 10:13
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