Banca de DEFESA: BÁRBARA MACEDO KUCHENBECKER

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : BÁRBARA MACEDO KUCHENBECKER
DATA : 06/08/2026
HORA: 13:30
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:
CAPACIDADE PREDITIVA DE ALTERAÇÕES DO HEMOGRAMA EM RELAÇÃO AOS TESTES ESPECÍFICOS PARA DENGUE

PALAVRAS-CHAVES:
dengue; hemograma; alterações hematológicas; antígeno NS1; capacidade preditiva.

PÁGINAS: 69
RESUMO:
Introdução: A dengue representa um importante problema de saúde pública, podendo
variar de uma doença febril inespecífica a formas graves. Alterações hematológicas são
frequentes e podem auxiliar no diagnóstico e manejo clínico. Embora amplamente
descritas na literatura, ainda são escassos os estudos que avaliam a capacidade preditiva
e a acurácia dessas alterações em relação aos testes específicos para dengue. Objetivo:
Avaliar a capacidade preditiva de alterações do hemograma em relação aos testes
específicos para dengue. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, realizado em um
município de Minas Gerais, a partir de análise de registros de pacientes atendidos em
um laboratório de análises clínicas privado e um pronto atendimento hospitalar. Foram
incluídos neste estudo pacientes que realizaram hemograma e exames laboratoriais
específicos para confirmação diagnóstica da dengue (antígeno NS1 e sorologia IgG e
IgM), no período de outubro de 2023 a maio de 2024. Foram classificados como casos
confirmados, pacientes com resultado positivo para a o antígeno NS1 e/ou sorologia
IgM para dengue. Foram calculados sensibilidade, especificidade, valor preditivo
positivo (VPP) e valor preditivo negativo (VPN) das alterações do hemograma,
considerando os testes específicos como padrão-ouro. Resultados: Dos 766 pacientes
atendidos no laboratório privado, 324 (42,3%) foram classificados confirmados e 442
(57,3%) não confirmados para dengue. Dos 1.085 pacientes atendidos no hospital, 415
(38,3%) foram classificados como confirmados e 670 (61,7%) não confirmados. As
principais alterações encontradas foram leucopenia, linfocitopenia, plaquetopenia e
neutropenia. A capacidade preditiva apresentou diferenças entre os serviços avaliados,
com destaque para a leucopenia no laboratório privado e para a linfocitopenia no
serviço hospitalar. No período de maior incidência da doença, no laboratório privado a
leucopenia apresentou sensibilidade de 78,0%, especificidade 74,7%, VPP 12,1% e
VPN de 98,7%. A linfocitopenia, no pronto atendimento hospitalar, sensibilidade
60,1%, especificidade 57,9%, VPP 6,0% e VPN 97,0%. Conclusão: Os resultados
demonstraram que as alterações hematológicas podem atuar como ferramenta
complementar na avaliação de casos suspeitos, especialmente para exclusão diagnóstica
em cenários com acesso limitado a exames específicos.

MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1581667 - DANYELLE ROMANA ALVES RIOS
Interna - 1742677 - JAQUELINE MARIA SIQUEIRA FERREIRA
Interna - 2059540 - ROBERTA CARVALHO DE FIGUEIREDO
Externo à Instituição - WANDER VALADARES DE OLIVEIRA JUNIOR - UEMG
Notícia cadastrada em: 09/07/2026 10:16
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