Banca de DEFESA: ANA LUISA FARIA MUNIZ

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA LUISA FARIA MUNIZ
DATA : 24/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: videoconferência
TÍTULO:

ANÁLISE DA PERSISTÊNCIA DE CARGA VIRAL EM PACIENTES QUE APRESENTAM COVID LONGA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

 


PALAVRAS-CHAVES:

SARS-CoV-2, Covid-Longa, Viremia


PÁGINAS: 72
RESUMO:
A COVID-Longa caracteriza-se pela persistência de sinais e sintomas após a fase
aguda da infecção viral pelo SARS-CoV-2, envolvendo manifestações em diferentes
sistemas orgânicos que podem comprometer significativamente a qualidade de vida
das pessoas acometidas. Entre os mecanismos fisiopatológicos propostos para
explicar a doença, destaca-se a hipótese de persistência viral, baseada na detecção
prolongada de RNA do SARS-CoV-2 em diferentes amostras biológicas, mesmo
após o fim da infecção aguda. Entretanto, a relação entre a manutenção da viremia
e a sintomatologia persistente ainda não foi totalmente elucidada. O presente estudo
teve como objetivo investigar, através da revisão sistemática, a persistência do RNA
do SARS-CoV-2 em amostras biológicas de indivíduos com COVID-Longa. A revisão
foi conduzida conforme as recomendações do PRISMA 2020. As buscas eletrônicas
foram realizadas entre 11 a 15 de maio de 2026 nas bases PubMed/MEDLINE,
SCOPUS, Google Scholar e LILACS. Foram incluídos estudos observacionais
envolvendo indivíduos de qualquer faixa etária com diagnóstico prévio de COVID-19
confirmado por RT-qPCR e presença de sintomas persistentes, por pelo menos três
meses e compatíveis com COVID-Longa. Os estudos deveriam avaliar a presença
de RNA viral em amostras como plasma, fezes, urina, saliva ou swab respiratório.
Foram excluídos editoriais, artigos de opinião, estudos post-mortem e trabalhos sem
confirmação prévia da infecção por RT-qPCR. A seleção dos estudos foi realizada
por dois revisores independentes com auxílio do software Rayyan, sendo as
divergências resolvidas por consenso. A qualidade metodológica foi avaliada por
instrumentos do Joanna Briggs Institute, aplicados conforme o delineamento dos
estudos. Foram identificados 454 registros nas bases consultadas, oito estudos
preencheram os critérios de elegibilidade, totalizando 1.410 participantes.
Predominou-se estudos de coorte, além de um estudo caso-controle. As amostras
biológicas em sua maioria analisadas foram sangue, swab nasofaríngeo e fezes.
Todos os estudos utilizaram RT-qPCR para confirmação diagnóstica e detecção do
RNA viral. A persistência de material genético do SARS-CoV-2 foi observada em
diferentes amostras clínicas, principalmente em plasma e fezes, sendo associada à
presença de sintomas prolongados em sete dos oito estudos incluídos. A fadiga foi o
sintoma mais frequentemente relatado. Ainda que os estudos demonstrem
associação consistente entre persistência de RNA viral e COVID-Longa, a maioria
não permitiu confirmar replicação viral ativa. Conclui-se que a persistência do RNA
do SARS-CoV-2 em diferentes amostras biológicas representa um achado frequente
em indivíduos com COVID-Longa e pode sim estar relacionada à manutenção dos
sinais e sintomas da doença. Porém, a heterogeneidade metodológica dos estudos e
as limitações inerentes aos métodos diagnósticos mostram a necessidade de
investigações adicionais capazes de esclarecer o papel da persistência viral na
fisiopatologia da COVID-Longa.

MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - FERNANDO BRAGA STEHLING DIAS
Externa ao Programa - 3496889 - ADRIELLE PIEVE DE CASTRO
Presidente - 1084423 - RAFAEL GONCALVES TEIXEIRA NETO
Notícia cadastrada em: 18/08/2026 10:25
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