PPGeog PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOGRAFIA PRÓ-REITORIA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO Téléphone/Extension: Indisponible

Banca de DEFESA: OTÁVIO HENRIQUE FONSECA PRENAZZI

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : OTÁVIO HENRIQUE FONSECA PRENAZZI
DATA : 24/08/2026
HORA: 09:00
LOCAL: https://meet.google.com/ybm-agvv-pmc?hs=122&authuser=0
TÍTULO:

Indicadores funcionais da restauração em uma floresta urbana tropical


PALAVRAS-CHAVES:

Restauração ecológica; sistema solo-serapilheira; decomposição da matéria orgânica; fauna edáfica; ciclagem de nutrientes


PÁGINAS: 50
RESUMO:

A avaliação da restauração ecológica em florestas urbanas ainda se baseia predominantemente em atributos estruturais da vegetação, embora a recuperação do funcionamento ecossistêmico dependa também do restabelecimento dos processos que ocorrem na camada solo-serapilheira. Nessa camada, a interação entre o microclima, a qualidade da serapilheira e a biota do solo regula a decomposição da matéria orgânica e a ciclagem de nutrientes, tornando esses processos indicadores relevantes da restauração funcional. Este estudo avaliou indicadores funcionais da restauração em três contextos adjacentes de cobertura do solo na Floresta Urbana de Barbacena (MG), situada na transição Mata Atlântica–Cerrado: uma área degradada, antiga pastagem submetida ao plantio de mudas nativas em 2019 e ainda em estágio inicial de recuperação estrutural, uma área em regeneração com aproximadamente 20 anos e um fragmento florestal maduro com mais de 50 anos, todos situados na faixa extrema do gradiente municipal de pressão urbana.Foram avaliados atributos físicos e químicos do solo, condições microclimáticas, decomposição da serapilheira, transformações químicas da matéria orgânica e a abundância, riqueza e composição da fauna edáfica. As áreas em regeneração e o fragmento florestal maduro apresentaram maior cobertura do dossel e maior umidade da serapilheira, enquanto o fragmento maduro manteve menores temperaturas no solo superficial. Em contraste, a química do solo não seguiu um gradiente linear de recuperação, com a área em regeneração apresentando maiores valores de pH, saturação por bases, fósforo e cátions trocáveis, e o fragmento maduro caracterizado por maior acidez e associação com alumínio. A perda de massa da serapilheira foi influenciada principalmente pela sazonalidade, ao passo que o enriquecimento de lignina e nitrogênio total respondeu de forma mais consistente aos diferentes contextos de cobertura do solo, com maiores valores no fragmento maduro. A composição da fauna edáfica também diferiu entre as áreas, indicando mudanças na estrutura das comunidades ao longo da regeneração, embora abundância e riqueza, isoladamente, não tenham explicado as taxas de decomposição após o controle dos efeitos da área, da sazonalidade e das condições ambientais. Em conjunto, os resultados indicam que a regeneração promove recuperação funcional parcial do subsistema solo-serapilheira, porém essa recuperação ocorre de forma multidimensional e não linear, exigindo a integração de indicadores ambientais, químicos e biológicos para avaliar o sucesso da restauração em florestas urbanas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1671307 - BJORN GUCKER
Interna - 2566929 - IOLA GONCALVES BOECHAT
Externo à Instituição - JOSE EMILIO ZANZIROLANI DE OLIVEIRA
Notícia cadastrada em: 06/08/2026 17:34
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