EFEITOS NO CEREBELO, CÓRTEX MOTOR E FÍGADO DA
SUPLEMENTAÇÃO DE CREATINA ASSOCIADA AO EXERCÍCIO FÍSICO
EM MODELO ANIMAL DE DUCHENNE
Análise de HE e GFAP, camundongo C57BL/10ScSn-Dmdmdx/J,
Desempenho físico, Exercício físico progressivo controlado, Vermis cerebelar.
A distrofia muscular de Duchenne é uma doença genética caracterizada pela ausência de
distrofina, resultando em degeneração muscular progressiva. Entretanto, além do
comprometimento musculoesquelético, evidências recentes demonstram alterações
metabólicas e estruturais no sistema nervoso central, especialmente em áreas relacionadas
ao controle motor. Nesse contexto, estratégias como treinamento físico e suplementação
de creatina têm sido investigadas devido ao potencial neuroprotetor, metabólico e
funcional dessas intervenções. Assim, o presente estudo foi desenvolvido com o objetivo
de avaliar os efeitos do treinamento físico progressivo, com modelo de tração em rodas
durante quatro semanas, associado à suplementação de creatina, sobre parâmetros
funcionais, metabólicos e histomorfométricos de fígado, córtex motor e cerebelo em
camundongos mdx e controle. Os animais foram submetidos à avaliação morfométrica
corporal, teste de barras paralelas, além de análises de glicemia e lactato. Após a
eutanásia, foram realizadas análises histomorfométricas hepáticas, do córtex motor e
vérmis cerebelar. Os resultados demonstraram menor desempenho locomotor inicial dos
animais mdx durante o treinamento, com melhora funcional ao longo do protocolo nos
grupos treinados. No teste de barras paralelas, observou-se aumento longitudinal do
número de passadas e deslocamento nos grupos treinados, sugerindo melhora da
capacidade locomotora. A suplementação de creatina não promoveu alteração nos
parâmetros avaliados de treinamento físico, equilíbrio ou histomorfometria hepática. Os
grupos treinados apresentaram maior população astrocitária cerebelar, sugerindo possível
adaptação glial associada ao exercício físico. No cerebelo, observou-se maior densidade
neuronal no grupo mdx sedentário, além de menor contagem de astrócitos nos animais
mdx sedentários. Na análise do córtex motor, não foram observadas diferenças
significativas entre os grupos quanto à densidade neuronal, área nuclear e densidade de
astrócitos.