Banca de QUALIFICAÇÃO: SANDRA RODRIGUES XAVIER
Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SANDRA RODRIGUES XAVIER
DATA : 28/08/2026
HORA: 14:00
LOCAL: https://meet.google.com/zfx-xdkz-pvk
TÍTULO:
Desenvolvimento de um teste rápido nacional para Hepatite D
PALAVRAS-CHAVES:
Deltavirus, Hepatite viral, ELISA, Imunoensaio, Sorodiagnóstico
PÁGINAS: 119
RESUMO:
O vírus da hepatite D (HDV), classificado como um Deltavirus, apresenta prevalência variável e distribuição mundial. Sua característica distintiva é a rápida evolução para doença hepática crônica, cirrose e carcinoma hepatocelular. Além do HDV ser o responsável pela forma mais grave de hepatite viral, ele afeta principalmente indivíduos com infecção crônica pelo vírus da hepatite B (HBV). A transmissão do HDV se dá por meio de fluidos corporais ou sangue infectado, sobretudo por via parenteral. Existem dois tipos de infecção pelo HDV: coinfecção, quando ocorre junto com o vírus da hepatite B, e superinfecção, quando ocorre em indivíduos cronicamente infectados pelo HBV. Mesmo com a ampla disponibilidade de vacina contra o HBV, a prevalência do HDV ainda é alta e tem representado um desafio significativo em diversas regiões do mundo. No Brasil, há uma elevada incidência de casos de HDV na região Norte, representando 75% do total de casos relatados. Deste modo, é importante considerar a realização de exames laboratoriais para rastrear a presença do HDV em pacientes cronicamente infectados pelo HBV. Além de ser fundamental fazer a distinção entre os diferentes tipos de infecção causados pelo HDV, pois isso auxilia no monitoramento do prognóstico e na definição do tratamento adequado. No entanto, a disponibilidade de um diagnóstico rápido e eficiente para o HDV ainda é limitada. Os diagnósticos da hepatite D pode ser realizado por meio de testes sorológicos ou ensaios moleculares, ainda são restritos a centros especializados, limitando o acesso a um diagnóstico rápido e eficaz. Entre as alternativas disponíveis, os ensaios imunoenzimáticos (ELISA) destacam-se por sua aplicabilidade em rotina laboratorial, baixo custo e boa sensibilidade. No entanto, muitos dos testes comerciais utilizam antígenos brutos derivados de animais ou soros de pacientes infectados, o que representa risco biológico, além de comprometer a qualidade e a especificidade dos testes. Nesse contexto, o desenvolvimento de proteínas recombinantes, obtidas por meio de estratégias de imunobioinformática e expressão heteróloga em Escherichia coli, surge como uma abordagem promissora para a substituição dos antígenos tradicionais. A utilização de proteínas recombinantes permite padronização, redução de custos e eliminação de riscos associados à manipulação de amostras infectantes. Dessa forma, o presente trabalho objetivou o desenvolvimento de antígenos recombinantes inovadores para composição de um kit ELISA nacional voltado à detecção do HDV. Além de contemplar estudos de prova de conceito, avaliação da antigenicidade dos antígenos e otimização das condições de ensaio para aplicação em escala de bancada, com ênfase na transferência de tecnologia. Em síntese, ao final deste trabalho espera-se obter uma inovação tecnológica de interesse estratégico para a indústria biotecnológica em saúde humana, contribuindo para o avanço científico e tecnológico do país e para o fortalecimento da produção nacional de kits diagnósticos.
MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1367304 - ALEXSANDRO SOBREIRA GALDINO
Externa à Instituição - ANA THEREZA CHAVES LAGES - UFMG
Externa ao Programa - 1871772 - GISELE CRISTINA RABELO SILVA
Externa à Instituição - GRASIELE DE SOUSA VIEIRA TAVARES - UFMG
Interna - 2059999 - MARIANA CAMPOS DA PAZ LOPES GALDINO
Externo ao Programa - 1689019 - RAFAEL CESAR RUSSO CHAGAS