A genealogia da queda e o resgate da autonomia para a liberdade em Jean-Jacques Rousseau
Degeneração – sociedade – natureza – desigualdade – propriedade.
Nesta pesquisa, investiga-se o diagnóstico rousseauniano da degeneração humana no interior da sociedade civil, a partir da análise do Discurso sobre as Ciências e as Artes e do Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens elaborados em resposta aos concursos propostos pela da Academia de Dijon. Nessas obras, Rousseau constrói uma crítica progressiva ao processo civilizatório moderno, mostrando como o desenvolvimento das artes, das ciências e das instituições sociais afasta o homem de sua natureza originária,
fomentando a corrupção dos costumes, o amor-próprio (amour prope) e o aprofundamento das desigualdades. Analisa-se, inicialmente, o argumento segundo o qual o progresso científico e artístico não conduz à virtude, mas à falsa aparência moral e à submissão aos juízos sociais. Em seguida, examina-se a construção genealógica da desigualdade moral e política, destacando o papel da propriedade, da sociabilidade e da comparação como elementos centrais da degeneração humana.