Banca de DEFESA: NAYARA DORNELA QUINTINO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NAYARA DORNELA QUINTINO
DATA : 29/10/2020
HORA: 09:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA E ALFABETIZAÇÃO EM SAÚDE EM PACIENTES COM DOENÇA DE CHAGAS (COORTE SAMI-TROP)


PALAVRAS-CHAVES:

Qualidade de Vida; Alfabetização em Saúde; Doença de Chagas.


PÁGINAS: 132
RESUMO:

Objetivo: Avaliar a qualidade de vida (QV) e a alfabetização em saúde (AS) e sua associação com aspectos sociodemográficos, clínicos, comportamentais e de assistência à saúde em pacientes com Doença de Chagas (DC). Método: Esta presente tese de doutorado foi desenvolvida na coorte SaMi-Trop, a qual foi constituída em 2011-2012, composta por 1959 pacientes com sorologia positiva para DC, em região com alta prevalência de DC crônica em Minas Gerais. A coleta de dados da linha de base foi realizada em 2013-2014 e o primeiro seguimento em 2015- 2016. A QV foi mensurada nos dois momentos utilizando a escala WHOQOL-Breve. Já a alfabetização em saúde (AS) foi avaliada somente no primeiro seguimento, utilizando o instrumento SAHLPA-18. O trabalho foi dividido em duas partes, sendo cada parte correspondente a um artigo científico com objetivos e análises independentes: i) estudo seccional para avaliar o perfil da QV entre os pacientes com DC e sua associação com características sociodemográficas, comportamentais e clínicas. Foi utilizada análise multivariada por meio de regressão beta; ii) estudo seccional para avaliar a prevalência de AS e sua associação com características sociodemográficas e clínicas, assistência à saúde e QV em pacientes com DC. Foram incluídos para avaliação da AS os pacientes que sabiam ler. Os que não sabiam ler foram considerados analfabetos. Os alfabetizados responderam a escala SAHLPA18. A variável alfabetização foi composta de três categorias: 1) analfabetos; 2) AS inadequada e; 3) AS adequada. Utilizou-se regressão logística binária, multinomial e regressão beta. Resultados: Uma menor QV foi identificada no Domínio Meio Ambiente seguida pelo Domínio Físico e uma maior QV foi observada no Domínio Relações Sociais. A percepção subjetiva da QV não foi associada com a gravidade da doença usando como marcador a presença de cardiomiopatia chagásica. Observou-se alta prevalência de analfabetismo e de alfabetização inadequada. Ser analfabeto está associado a pior QV. Ambos estão associados a piores desfechos clínicos como uso de mais medicamentos e presença de cardiomiopatia chagásica com DVE. Conclusão: Os achados desta tese reforçam a importância dos indicadores de qualidade de vida e alfabetização em saúde para o planejamento do cuidado, comunicação em saúde e manejo clínico de pacientes com DC residentes em regiões remotas, com baixo acesso a serviços especializados de saúde.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - MARIA DO CARMO PEREIRA NUNES - UFMG
Externa à Instituição - LEA CAMPOS DE OLIVEIRA - USP
Presidente - 1715700 - CLARECI DA SILVA CARDOSO
Externa ao Programa - 1615288 - ELIETE ALBANO DE AZEVEDO GUIMARAES
Interna - 2059540 - ROBERTA CARVALHO DE FIGUEIREDO
Notícia cadastrada em: 02/10/2020 09:55
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