Banca de QUALIFICAÇÃO: VIRGINIA PAULA FRADE

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VIRGINIA PAULA FRADE
DATA : 24/11/2020
HORA: 08:30
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

FARMACOCINÉTICA DO BENZNIDAZOL E CORRELAÇÃO PK-PD


PALAVRAS-CHAVES:

Doença de Chagas, benznidazol, fase crônica


PÁGINAS: 70
RESUMO:

Objetivo: O presente estudo teve como objetivo avaliar qual a melhor dose de benznidazol na fase crônica da Doença de Chagas, com melhor eficácia e menores efeitos tóxicos, através de uma revisão sistemática e de um modelo de farmacocinética populacional. Justificativa: Resultados divergentes em pesquisas com a dose padrão de 5mg/Kg/dia por 60 dias na fase crônica da doença vêm sendo observados. Materiais e Métodos: A revisão sistemática foi conduzida seguida de meta-análise e as buscas foram realizadas em quatro bases de dados, incluindo estudos publicados até maio de 2019. Os descritores utilizados foram: “doença de Chagas”, “benznidazol”, “terapia medicamentosa”, “farmacocinética”, “relação dose-resposta, medicamento” e “doença crônica”. A meta-análise comparou estudos usando a dose padrão de 5 mg/kg/dia por 30 ou 60 dias. Para a construção do modelo de cinética populacional, realizouse uma coorte prospectiva, em que pacientes com Doença de Chagas na fase crônica que fazem acompanhamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas foram abordados. O benznidazol foi prescrito na dose de 5mg/Kg/dia de 8/8 horas por 60 dias. Duas semanas após o início do tratamento, amostras sanguíneas foram obtidas para determinação da concentração do fármaco. Os eventos adversos foram avaliados através de questionário padronizado. Resultados Parciais: Na revisão sistemática foram incluídos 23 artigos e, destes, nove foram selecionados para a meta-análise. Os estudos selecionados foram publicados entre 1996 e 2018, com regimes de dose de benznidazol variando de 2,5 mg/kg/dia a 10mg/kg/dia, com duração de 30 a 80 dias de tratamento. As pesquisas que utilizaram a dose padrão por 30 dias apresentaram melhores resultados dos parâmetros observados (PCR, alterações cardíacas e sorologia negativa) em relação aos que utilizaram durante 60 dias. Na coorte prospectiva foram incluídos dez pacientes, com idade média de 50,3 anos (DP=5,62), sendo a maioria de cor parda (90,0%) e do sexo feminino (60,0%). Foram relatados eventos adversos após início do tratamento, sendo eles: diarreia, prurido, hipogeusia, disfunção hepática, herpes oro-labial, parestesia, neuropatia periférica, epigastralgia, dispepsia/constipação e artromialgia. Conclusões: Os resultados da revisão sistemática apontaram para uma grande diversidade de esquemas de dosagem, indicando que ainda não existe um consenso sobre o esquema de dose ideal para o benznidazol na fase crônica da doença de Chagas.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JOSÉ EDUARDO GONÇALVES - UFMG
Externa à Instituição - KARIN VERA LÓPEZ
Presidente - 1084423 - RAFAEL GONCALVES TEIXEIRA NETO
Notícia cadastrada em: 09/11/2020 10:25
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