Banca de DEFESA: KEIZA PRISCILA ENES DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : KEIZA PRISCILA ENES DOS SANTOS
DATA : 24/08/2026
HORA: 08:00
LOCAL: vídeo conferencia
TÍTULO:

ESTUDO TOXICOLÓGICO DA IVERMECTINA EM PEIXE-ZEBRA DURANTE DIFERENTES ESTÁGIOS DE VIDA E O EFEITO PROTETOR DO EXTRATO AQUOSO DO PRÓPOLIS VERDE


PALAVRAS-CHAVES:

efeito protetor, peixes, histologia, 


PÁGINAS: 80
RESUMO:

A ivermectina, uma lactona macrocíclica amplamente utilizada na medicina veterinária e na aquicultura, pode alcançar ambientes aquáticos e representar riscos para organismos não-alvo. Embora seus efeitos tóxicos em peixes estejam documentados, ainda são limitadas as evidências sobre seus efeitos em diferentes estágios de vida e sobre estratégias capazes de atenuar sua toxicidade. Esta tese investigou os efeitos da exposição à ivermectina em diferentes fases do desenvolvimento de Danio rerio, com ênfase em alterações funcionais, morfológicas, comportamentais e histológicas, além de avaliar o potencial protetor da própolis verde comercial. No primeiro estudo, embriões foram expostos à ivermectina e à própolis verde, isoladamente ou em coexposição, entre 6 e 120 horas pós-fertilização, nas concentrações de 100, 200, 400 e 800 µg L⁻¹. A concentração de 200 µg L⁻¹ de ivermectina promoveu mortalidade significativa, enquanto a coexposição com 200 µg L⁻¹ de própolis reduziu a mortalidade de 35% para 5%, correspondendo a uma redução do risco absoluto de 30% e do risco relativo de 85,7%. A própolis também atenuou alterações funcionais associadas à ivermectina, favorecendo a eclosão, a frequência cardíaca e o crescimento larval. Entretanto, não foi capaz de prevenir alterações morfológicas, incluindo edema do saco vitelínico e pericárdico, curvatura da cauda e anormalidades craniofaciais. No segundo estudo, peixes-zebra adultos foram expostos à ivermectina (0, 9,5, 19 e 38 µg L⁻¹) durante nove dias para avaliação de efeitos neurotóxicos por meio de parâmetros comportamentais e histológicos. Foram observadas alterações no telencéfalo, incluindo necrose e infiltrado inflamatório, além de depósitos focais de ferro nos grupos expostos a 9,5 e 19 µg L⁻¹. Não foram observadas diferenças significativas na imunorreatividade para iNOS, PCNA e caspase-3. Em conjunto, os resultados demonstram que a ivermectina pode promover efeitos adversos em diferentes fases da vida de D. rerio, envolvendo alterações funcionais, morfológicas e neuro-histológicas. A própolis verde comercial apresentou potencial para atenuar determinados efeitos funcionais da exposição durante o desenvolvimento inicial, embora não tenha prevenido alterações morfológicas. Esses achados reforçam a relevância da avaliação integrada da toxicidade da ivermectina em organismos aquáticos e apontam a própolis verde como uma estratégia promissora, porém ainda limitada, para mitigação de seus efeitos adversos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1689019 - RAFAEL CESAR RUSSO CHAGAS
Interno - 2875448 - RALPH GRUPPI THOME
Externa à Instituição - BÁRBARA DO CARMO RODRIGUES VIROTE - UFLA
Externo à Instituição - ANDRE LUIS DA CRUZ - UFBA
Externa à Instituição - CAMILA MARIANGELA PACHECO - UEMG
Notícia cadastrada em: 18/08/2026 08:41
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