Avaliação do ScFV anti-HER2, produzido em plantas, na modulação da proliferação e morte celular em adenocarcinoma ovariano
Câncer de ovário; HER2; scFv; Trastuzumabe; Biofármacos em plantas; Citotoxicidade.
O adenocarcinoma ovariano apresenta alta letalidade, frequentemente agravada pela superexpressão do receptor HER2, que está associada a prognósticos desfavoráveis. O Trastuzumabe é o anticorpo padrão para terapias anti-HER2, porém sua eficácia em tumores ovarianos é limitada pela resistência intrínseca e pela dependência de mecanismos imunes (ADCC) para induzir morte celular direta. Objetivo: Avaliar o efeito antiproliferativo e citotóxico de um novo fragmento de anticorpo de cadeia única (scFv) produzido em plantas, comparando sua eficácia com o Trastuzumabe em linhagem SKOV-3 (HER2+). Metodologia: Células SKOV-3 foram tratadas com concentrações crescentes de ambos os biofármacos. Os tratamentos foram feitos em uma janela de 24 horas. A taxa de proliferação foi quantificada via incorporação de EdU e a morte celular por ensaio Live/Dead. Resultados: O Trastuzumabe exibiu perfil predominantemente citostático, reduzindo a proliferação em 25,6% (p < 0,05), mas apresentando um platô de resistência na viabilidade (IC₅₀ de 895,8 µg/mL) e ausência de morte celular significativa. Em contraste, o scFv produzido em plantas demonstrou potência superior, com IC₅₀ nove vezes menor que o anticorpo comercial e capacidade de superar o platô de saturação observado. O scFv induziu altos níveis de morte celular direta, sugerindo uma atividade citotóxica intrínseca que independe de mediação imunológica. Conclusão: O scFv anti-HER2 nacional apresenta-se como uma alternativa terapêutica de alta performance e baixo custo. Sua estrutura reduzida e maior eficácia citotóxica em baixas concentrações indicam um potencial promissor para o tratamento do câncer de ovário HER2+, superando as limitações terapêuticas do Trastuzumabe in vitro.