Banca de DEFESA: MARIA EDUARDA MAGNO GARCIA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA EDUARDA MAGNO GARCIA
DATA : 28/04/2026
HORA: 08:00
LOCAL: on-line
TÍTULO:

Avaliação do extrato hexânico de Justicia pectoralis na contração uterina


PALAVRAS-CHAVES:

Dismenorreia; Justicia pectoralis; extrato hexânico; útero; contração;
ciclo estral; ovariectomia.


PÁGINAS: 77
RESUMO:

A dismenorreia é uma enfermidade com alta prevalência entre mulheres em idade
reprodutiva, estando associada à hipercontratilidade uterina desencadeada, principalmente,
pelo aumento da liberação de prostaglandinas. Apesar da eficácia dos tratamentos
convencionais, há efeitos adversos e por isso a busca por alternativas terapêuticas, como o
uso de plantas medicinais, torna-se relevante. Dentre essas plantas, a Justicia pectoralis Jacq.,
conhecida popularmente como chambá, destaca-se por suas propriedades anti-inflamatórias,
antioxidantes e relaxantes da musculatura lisa, porém ainda existem lacunas quanto à sua
ação sobre o útero. Dessa forma, o presente estudo objetivou investigar o efeito do extrato
hexânico de Justicia pectoralis sobre a contratilidade uterina, considerando a influência do
ciclo estral e da castração, bem como elucidar os possíveis mecanismos de ação envolvidos.
Para isso, foram utilizadas fêmeas de camundongos Swiss em estro e diestro ou
ovariectomizadas. Em cada grupo experimental, a contração uterina foi induzida com cloreto
de potássio (KCl80 mM) in vitro no sistema de banho de órgãos, após incubação com
concentrações crescentes do extrato hexânico de J. pectoralis na presença ou ausência do
naproxeno (AINE, inibidor da COX) ou nifedipina (bloqueador clássico dos canais de cálcio
dependentes de voltagem).Os resultados demonstraram que o extrato inibiu significativamente
os componentes fásico e tônico da contração uterina, apresentando efeito atenuado em fêmeas
ovariectomizadas. O efeito relaxante do extrato não foi modificado na presença de naproxeno
e nem da nifedipina quando avaliamos a IC50. Na presença de naproxeno, quando avaliamos a
IC50, observou-se que, somente no grupo estro, o componente fásico apresentou maior
sensibilidade à inibição em comparação ao componente tônico, assim como em relação ao
componente fásico do grupo ovariectomizada. Já na presença da nifedipina, ao comparar o
componente fásico, entre as diferentes fases do ciclo, verificou-se maior sensibilidade no
grupo estro e no diestro em relação ao grupo ovariectomizado, enquanto que somente o tônico
do grupo diestro foi mais sensível que o mesmo componente do grupo ovariectomizado. Estes
resultados sugerem uma influência hormonal nestas condições experimentais. Ao analisar o
efeito das concentrações isoladas do extrato, observou-se que na presença da nifedipina houve
reversão do efeito inibitório no componente fásico, na concentração de 0,5 mg/ml, no estro.
No diestro, nessa mesma concentração, houve reversão na presença do naproxeno e da
nifedipina. Esses achados indicam que o extrato inibe a contração uterina e apresenta como
mecanismo de ação, embora não exclusivamente, inibição das prostaglandinas e bloqueio dos
canais de cálcio.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - EDILSON DANTAS DA SILVA JUNIOR - UFRN
Interna - 1742558 - FLAVIA CARMO HORTA PINTO
Externa ao Programa - 1296491 - GLAUCIA MARIA LOPES REIS
Presidente - 2144084 - PRISCILA TOTARELLI MONTEFORTE
Notícia cadastrada em: 17/04/2026 12:36
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