ANÁLISE MORFOLÓGICA DO TECIDO MUSCULAR ESTRIADO ESQUELÉTICO DE RATOS TRATADOS ANTES DA INDUÇÃO DA DOENÇA DE ALZHEIMER ESPORÁDICA COM MELATONINA E EXERCÍCIO FÍSICO RESISTIDO PROGRESSIVO
Alzheimer. Desempenho Motor. Exercício Resistido. Melatonina. Cérebro.
A Doença de Alzheimer (DA) é uma enfermidade neurodegenerativa associada a déficits
cognitivos e alterações motoras, incluindo comprometimento da musculatura esquelética. Este
estudo teve como objetivo investigar os efeitos do exercício físico resistido progressivo (EFRP)
associado à melatonina (MT) sobre a morfologia do tecido muscular estriado esquelético de
ratos submetidos a um modelo experimental de DA. Foram utilizados 64 ratos Wistar,
distribuídos em grupos com e sem indução da DA por estreptozotocina (STZ), subdivididos em
sedentários e exercitados, com ou sem tratamento com MT. O protocolo de EFRP foi realizado
por quatro semanas antes da indução da DA, concomitante à administração de MT. Após a
eutanásia, os músculos bíceps braquial e sóleo foram coletados para análise histomorfométrica,
incluindo número e área das fibras musculares e área de tecido conjuntivo. Os resultados
demonstraram diferenças significativas entre os grupos (p<0,0001). No músculo bíceps, o
EFRP e a MT não promoveram aumento no número e na área das fibras musculares, sendo
observada redução nesses parâmetros nos grupos exercitados. Por outro lado, houve aumento
da área de tecido conjuntivo nos grupos tratados com MT. No músculo sóleo, os grupos
submetidos ao EFRP e/ou tratados com MT apresentaram aumento no número e na área das
fibras musculares, especialmente nos animais com DA. Não foram observadas diferenças
significativas na área de tecido conjuntivo do sóleo. Conclui-se que os efeitos do EFRP
associado à melatonina são dependentes do tipo muscular analisado. Enquanto no músculo
bíceps houve prejuízo nos componentes contráteis, no músculo sóleo foram observados
benefícios morfológicos, sugerindo que características biomecânicas e funcionais distintas
influenciam a resposta às intervenções. Esses achados reforçam a importância de abordagens
específicas para diferentes grupos musculares em estratégias terapêuticas relacionadas à DA.