Banca de QUALIFICAÇÃO: HARLEY DA SILVA TAVARES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : HARLEY DA SILVA TAVARES
DATA : 10/10/2019
HORA: 08:30
LOCAL: UFSJ - CCO
TÍTULO:

DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS POLIMÉRICOS DE IMPLANTAÇÃO INTRAOCULAR DESTINADOS AO TRATAMENTO DA TOXOPLASMOSE


PALAVRAS-CHAVES:

Espiramicina, Toxoplasmose ocular, Toxoplasma gondii, micro implante intraocular, poli(D,L- ácido láctico-co-ácido glicólico) (PLGA).


PÁGINAS: 187
RESUMO:

Toxoplasmose ocular é uma apresentação clínica caracterizada pela inflamação da retina/coroide, sendo a principal causa de uveíte posterior infecciosa no mundo. O objetivo desse trabalho constituiu no desenvolvimento de micro implantes intraoculares de poli(D,L-ácido láctico-co-ácido glicólico) (PLGA) e espiramicina destinados ao tratamento da toxoplasmose ocular. Foram preparadas soluções dissolvendo entre 8,33% a 25% de espiramicina e 75% a 91,67% de PLGA 50:50, PLGA 80:20 e PLGA 85:15, em acetonitrila. Após evaporação da acetonitrila, a mistura de pós foi moldada em temperatura entre 40 e 45 ºC. Os micro implantes obtidos foram caracterizados por meio de Espectroscopia de Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIR), Termogravimentria (TGA), Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC), Difração de Raios-X (DRX) e Análise Morfológica por Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). O método de quantificação por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) da espiramicina presente nos micro implantes e em humor vítreo foi previamente desenvolvido e validado. O estudo de liberação in vitro foi realizado em tampão fosfato de potássio (PBS) pH 7,4 seguindo as condições sink e avaliada a tolerância ocular por meio do teste em membrana córion-alantóide de ovo embrionado de galinha (HETCAM). O estudo de biocompatibilidade in vitro e ensaio proliferativo anti-toxoplasma foram realizados utilizando-se as células do epitélio pigmentar da retina humana (ARPE19), avaliando-se a citotoxicidade pelo ensaio de redução de MTT, bem como por meio da interferência do ciclo celular e migração destas células. Obtiveram-se micro implantes cilíndricos com massa entre 2,85mg e 3,15 mg, comprimento entre 2,78 e 3,22 mm e diâmetro entre 0,85mm a 0,95 mm. Os espectros FTIR demonstraram preservação das bandas de absorção típicas dos PLGA’s e da espiramicina após incorporação deste fármaco às matrizes poliméricas. Os termogramas TGA e DSC evidenciaram o desaparecimento do pico característico da espiramicina após o desenvolvimento da formulação, atribuido à dispersão molecular do fármaco dentro da matriz polimérica. A análise dos difratogramas mostraram picos sugestivos de compostos semicristalinos, provavelmente induzidos pelo aquecimento. A análise morfológica da superfície dos micro implantes obtidos a partir de PLGA 50:50 apresentaram lisa e homogênea. Já as superfícies dos micro implantes obtidos de PLGA 80:20 e 85:15 apresentaram rugosas e heterogêneas, com presença de poros ou canais. O método analítico desenvolvido foi validado mostrando-se linear, seletivo, preciso e exato. O fármaco apresentou-se uniformemente distribuído nos micro implantes, com teores que variaram entre 97% e 103% do valor rotulado. Através da análise por MEV foi possível verificar a influencia de poros ou canais presentes na matriz polimérica sob a difusão da espiramicina. Os micro implantes promoveram a liberação controlada da espiramicina, sendo que aproximadamente 99% a 103% fármaco foi liberado pelos micro implantes compostos de PLGA 50:50 em 56 dias consecutivos e, PLGA 80:20 ou PLGA 85:15 em 42 dias consecutivos.Os micro implantes foram classificados como não irritantes de acordo com o HET-CAM, sugerindo que esses sistema serão bem tolerados após inserção na cavidade vítrea do olho. Os micro implantes não foram tóxicos frente às células ARPE-19 e não promoveram distúrbios no processo de migração destas células ou modulação do ciclo celular e demonstraram serem efetivos contra o toxoplasma gondii. Atualmente, no mercado farmacêutico não existem micro implantes intraoculares poliméricos contendo fármacos anti-toxiplasmose aprovados e disponíveis, o que destaca esses sistemas como uma alternativa para o tratamento da toxoplasmose ocular.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 050.796.656-29 - GISELE RODRIGUES DA SILVA - UFOP
Interno - 1222762 - ALEX GUTTERRES TARANTO
Externo ao Programa - 1584015 - ANA GABRIELA REIS SOLANO
Externo ao Programa - 1849106 - FRANK PEREIRA DE ANDRADE
Externo ao Programa - 2059999 - MARIANA CAMPOS DA PAZ LOPES GALDINO
Externo ao Programa - 1719911 - JULIANA TEIXEIRA DE MAGALHAES
Notícia cadastrada em: 04/08/2020 11:02
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