Banca de DEFESA: BRUNO HENRIQUE COSTA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : BRUNO HENRIQUE COSTA
DATA : 19/02/2021
HORA: 14:00
LOCAL: Google meet pelo endereço: meet.google.com/poo-gsek-hwu
TÍTULO:
ESTUDO DOS EFEITOS SISTÊMICOS DA TOLERÂNCIA ORAL NO PROCESSO DE RECUPERAÇÃO DE DEFEITO ÓSSEO EM RATOS WISTAR

PALAVRAS-CHAVES:
Reparo ósseo, cicatrização óssea, tolerância oral, efeitos sistêmicos, efeitos indiretos.

PÁGINAS: 111
RESUMO:
Com o aumento da longevidade o número de lesões ósseas tem
aumentado significativamente, sendo relacionado a quedas e/ou distúrbios
metabólicos, como osteoporose, que podem afetar no processo de reparo e
remodelamento ósseo. O processo de reparo nos ossos ocorre em 3 fases que
se sobrepõe: Inflamatória, formação de calo e remodelamento. Uma fase crítica
no reparo de lesões ósseas é a inflamatória, visto que é onde ocorrem as
migrações de células como macrófagos, neutrófilos, linfócitos para o sítio da
lesão e a produção de citocinas e fatores de crescimento que vão regular toda a
cinética do reparo, afetando-o de forma positiva ou negativa. Um fenômeno que
tem demonstrado reduzir os efeitos inflamatórios são os efeitos sistêmicos da
tolerância oral, como já demonstrado na melhora do reparo de feridas de pele,
diminuição do tamanho de granulomas, entre outros. Entretanto até o momento
não há registro de estudos dos efeitos da tolerância oral no processo de reparo
do tecido ósseo lesionado. Neste trabalho investigamos se os efeitos da
tolerização oral com injeção i.p. da proteína zeína (componente da ração de
ratos) adsorvida em hidróxido de alumínio no dia em que o defeito ósseo foi feito
em tíbias de ratos machos Wistar, interefere no processo de reparo 7, 14 e 28
dias pós lesão o tecido ósseo por análises histopatológicas, de raio-X, tomografia
digital computadorizada e de força mecânica. A pesagem dos úmeros revelou
que a possível adaptação dos animais após o procedimento cirúrgico não
interfere na massa óssea dos úmeros. Os pesos das tíbias também foram
medidos e sugerem que a tolerização mantém o peso das tíbias lesionadas nos
períodos de 14 e 28 dias semelhante ao da tíbia não lesionada do mesmo animal,
enquanto os demais grupo apresentaram um aumento de peso na tíbia lesionada
em relação ao seu controle. Os achados deste trabalho revelam aceleração no
processo de reparo em animais que receberam injeção de zeína adsorvida em
Al(OH)3 nos períodos de 7 e 14 dias por histomorfometria. A qualidade do osso
neoformado dos animais tolerizados por meio de testes mecânicos revelam por
DMO e raio-X que animais tolerizados com 28 dias após a lesão apresentam
aumento da mineralização no local da lesão além de maior suporte a cargas
mecânicas, observado em teste de flexão biapoiada. Os resultados da tomografia digital computadorizada revelaram aumento na mineralização do
local da lesão em animais tolerizados com 45 dias após o procedimento cirúrgico.
As análises morfológicas dos baços não mostraram diferenças significativas nos
períodos estudados. Sendo assim esse trabalho foi pioneiro no estudo dos
efeitos da tolerância oral por zeína em reparo ósseo, demonstrando melhora
significativa no processo de reparo de defeito ósseo. Faz-se necessário mais
estudos a fim de compreender melhor os efeitos da tolerância oral no tecido e no
processo de reparo ósseo.

MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - MARCOS AUGUSTO DE SÁ - UFMG
Externo ao Programa - 2362132 - ALVARO CESAR DE OLIVEIRA PENONI
Interno - 592.621.506-44 - CLAUDIA ROCHA CARVALHO - UFMG
Presidente - 2279745 - ERIKA LORENA FONSECA COSTA DE ALVARENGA
Interno - 1673132 - LUCIANO RIVAROLI
Interna - 2104326 - RAQUEL ALVES COSTA
Notícia cadastrada em: 05/02/2021 18:21
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