Banca de DEFESA: Matias José Landim

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : Matias José Landim
DATA : 21/12/2023
HORA: 09:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

"AQUELA QUE REVOLVIA A TERRA E A COMUNIDADE”: A trajetória educacional de Rosina José de Carvalho Alves: uma educadora rural (1947-1993)


PALAVRAS-CHAVES:

Educação Rural, Educação Rural em Minas Gerais, Professora Rural Leiga.


PÁGINAS: 144
RESUMO:

Esta pesquisa tem como premissa compreender a trajetória educacional de Rosina José de Carvalho
Alves (1931-1994) nos seus mais de 30 anos de atuação como professora regente da Escola Rural
Mista Francisco Xavier de Sales, localizada na comunidade Serra da Garça I, em Liberdade/MG.
Rosina foi mulher, mãe de nove filhos, tornou-se professora leiga aos 17 anos de idade e coordenou
a comunidade rural, em que vivia, administrando as compras de alimentos, remédios, contratos de
trabalho e organização social, já que era uma das poucas pessoas, que tinham acesso costumeiro à
área urbana do município de Liberdade/MG. A presente pesquisa permitiu perceber que Rosina
ocupava um local de poder diferentemente da maioria das demais mulheres de sua realidade social,
fato esse permitido pelo seu grau de instrução e cargo público remunerado nas décadas entre 1940
e 1990. Sua trajetória educacional, enquanto professora leiga, fundamentava-se na alfabetização
dos alunos por meio de um ensino adaptado às condições rurais da época em concomitância com a
legislação rural existente. As fontes analisadas perpassaram desde documentos pessoais, como
cartas de sua tia a seu pai, enquanto ainda era estudante, contracheques de recebimento, cartas ao
prefeito, até documentos oficiais da escola em que trabalhou, como folhas de frequência e ficha de
matrículas entre outros. No tanger dos resultados, foi possível constatar que Rosina, além de
professora, era, também, uma mulher com posição constituída muito além do ser docente, que era
o esperado para uma professora. Rosina construiu uma posição na sociedade, em que morava,
lidava com serviços e ações e tinha atitude, que era esperada para um homem, e não para uma
mulher, mãe e professora. Em contrapartida, foi visto que, mesmo estando nessa situação, Rosina,
ainda, possuía os deveres, que eram tidos como femininos, como cuidar da casa, filhos, enxovais
etc. Para as análises documentais, as fontes foram discutidas no linear de autores, como: Cellard
(2008) na compreensão da documentação; Revel (1998) na vinculação de figura de Rosina ao
contexto educacional nacional; Foucault (2019) na análise da construção da local de poder, que
Rosina ocupava na sociedade, em que vivia; Perrot (2017) no rompimento do local de mulher
professora feminina, que era esperado para Rosina; e, por fim, nas Leis de Diretrizes da Educação
Básica de 1961 e 1971, que não se dedicavam a pensar uma educação específica para o meio rural,
que foi a premissa para a discussão de todo o trabalho.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1350874 - CHRISTIANNI CARDOSO MORAIS
Presidente - 1911160 - KELLY LISLIE JULIO
Externa à Instituição - ROSANA AREAL DE CARVALHO - UFOP
Notícia cadastrada em: 21/12/2023 08:12
SIGAA | NTInf - Núcleo de Tecnologia da Informação - +55(32)3379-5824 | Copyright © 2006-2024 - UFSJ - sigaa01.ufsj.edu.br.sigaa01