Banca de DEFESA: MONIQUE MACEDO COELHO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MONIQUE MACEDO COELHO
DATA : 01/02/2021
HORA: 09:00
LOCAL: GOOGLE MEET-meet.google.com/ign-nujr-oie
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE NANOPARTÍCULAS DE OURO À OVALBUMINA COMO ADJUVANTE EM RESPOSTA IMUNE


PALAVRAS-CHAVES:

adjuvantes

tolerância oral

nanopartículas de ouro


PÁGINAS: 109
RESUMO:

Existem várias propostas de interferências na resposta imunológica, preventivas ou terapeuticas. Uma dessas formas de interferência, muito promissora, que vem sendo estudada é a injeção de proteínas imunologicamente toleradas. A tolerância oral é um fenômeno que inibe a resposta imune, como a formação de anticorpos específicos, após imunização com antígeno acrescida de adjuvante em animais previamente expostos à proteína via oral. Nesse trabalho, estudamos se aplicação subcutânea (s.c,) em camundogos, de nanopartículas de ouro (AuNPs) associadas a Ovalbumina (OVA) contribuiria no estabelecimento da tolerância oral, como um material adjuvante. Nesse sentido, sintetizamos AuNPs esféricas, com aproximadamente 7 nm, funcionalizamos com OVA e fizemos a caracterização físico-química do material, para isso, utilizamos a Espectroscopia de Ultravioleta-Visível (UV-Vis), Microscopia Eletrônica de Transmissão (MET), Espalhamento Dinâmico de Luz (DLS) e o Pontencial Zeta. Posteriormente, foi feito um tratamento oral com OVA por 5 dias consecutivos em camundongos Swiss, machos, de 8 semanasde idade. Sete dias após o tratamento oral todos os animais receberam suas injeções primárias (s.c) na base da cauda e vinte e um dias após as injeções primárias os animais receberam as injeções secundárias (s.c). No dia das injeções primárias, foram feitas lesões em uma das orelhas dos camundongos. Avaliamos o potencial de imunização, bem como o estabelecimento da tolerância a OVA dos animais, verificando o título de anticorpos anti-OVA totais com o Ensaio de Imunoabsorção Enzimática (ELISA). Também foi avaliada, histologicamente, a base da cauda, no local em que os animais receberam as injeções e as lesões das orelhas, para avaliação dos efeitos indiretos da tolerância oral. Os resultados demonstraram que as AuNP+OVA tem um papel adjuvante e conseguem manter os efeitos indiretos da tolerância oral. Posteriormente, para entender quais vias de sinalização intracelular as AuNPs e AuNPs+OVA podem interferir nas respostas imunes, modelamos in silico interações entre as AuNPs e AuNPs+OVA com as proteínas OVA, LC3; ASC PYCARD; Glutationa; TLR4; PI3K e NF-Kβ. Com isso, verificamos que a AuNP tem maior afinidade com a molécula de OVA, seguido pela Glutationa e domínio ASC PYCARD, já a AuNP+OVA tem maior afinidade com a molécula de Glutationa, seguido pelo NF-Kβ. Esses resultados sugerem que nossas AuNPs e nossas AUNPs+OVA podem
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estar interfirindo em vias de autofagia celular, as AuNPs nas vias celulares inflamatórias e apoptóticas e AUNPs+OVA em vias inflamatórias. Mas são necessárias maiores investigações para confirmar e entender esses ensaios.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2104326 - RAQUEL ALVES COSTA
Interno - 592.621.506-44 - CLAUDIA ROCHA CARVALHO - UFMG
Interna - 027.818.286-02 - ETEL ROCHA VIEIRA - UFVJM
Interna - 2279745 - ERIKA LORENA FONSECA COSTA DE ALVARENGA
Externo à Instituição - THIAGO CANTARUTI ANSELMO
Externa à Instituição - ALICE FREITAS VERSIANI
Notícia cadastrada em: 19/01/2021 18:21
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